Governadores do Estado de São Paulo


Prudente José de Moraes Barros (1841-1902)
Jorge Tibiriçá Piratininga (1855-1928)
Américo Braziliense de Almeida Mello (1833-1896)
José Alves de Cerqueira Cezar (1835-1911)
Bernardino José de Campos Júnior (1841-1915)
Manuel Ferraz de Campos Salles (1841-1913)
Fernando Prestes de Albuquerque (1855-1937)
Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919)
Manoel Joaquim de Albuquerque Lins (1852-1926)
Altino Arantes Marques (1876-1965)
Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957)
Carlos de Campos (1866-1927)
Júlio Prestes de Albuquerque (1882-1946)
Pedro Manuel de Toledo (1860-1935)
Armando de Salles Oliveira (1887-1945)
José Joaquim Cardoso de Mello Neto (1883-1965)
Adhemar Pereira de Barros (1901-1969)
Lucas Nogueira Garcez (1913-1982)
Jânio Da Silva Quadros (1917-1992)
Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto (1910-1987)
Laudo Natel (1920)
Roberto Costa de Abreu Sodré (1918-1999)
Paulo Egydio Martins (1928)
Paulo Salim Maluf (1931)
José Maria Marin (1932)
André Franco Montoro (1916 – 1999)
Orestes Quércia (1938)
Luiz Antônio Fleury Filho (1949)
Mario Covas Júnior (1930 - 2001)
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (1952)






PRUDENTE JOSÉ DE MORAES BARROS (1841-1902)

PRIMEIRO GOVERNADOR

Período de governo: 12/1889 - 10/1890

Paulista, nascido em Itu-SP, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, em 1863, destacando-se como abolicionista e republicano. Com a proclamação da República, ao lado de Francisco Rangel Pestana e de Joaquim de Sousa Mursa, formou a Junta Governativa de São Paulo (16/11 a 12/12/1889). Em seguida, foi nomeado primeiro governador. Seu mandato cobriu o período de 14/12/1889 a 18/10/1890. Na administração de São Paulo criou a Superintendência de Obras Públicas, órgão que coordenou uma série de melhoramentos urbanos, tanto na Capital quanto em outras cidades do est ado. Sucedeu Floriano Peixoto na Presidência da República, tendo sido o primeiro presidente eleito por voto popular (1894-1898). Enfrentou a Revolução Federalista e reprimiu a Rebelião de Canudos. Faleceu em Piracicaba, em 1902


JORGE TIBIRIÇÁ PIRATININGA (1855-1928)

SEGUNDO GOVERNADOR E SÉTIMO PRESIDENTE

Períodos de governo: 10/1890 - 03/1891; 1904-1908

Nascido em Paris, França, realizou seus estudos na Alemanha e na Suíça, formando-se em agrotécnica e em filosofia. Foi presidente do Partido Republicano Paulista-PRP. Nomeado segundo governador de São Paulo (18/10/1890- 07/03/1891), foi eleito como o sétimo presidente do Estado, governando novamente entre 1904 e 1908. Destacou-se como reformador da Força Pública, trazendo da França uma missão militar da Gendarmerie, para instruí-la de acordo com o modelo da corporação de Paris. Em 1906 promoveu o Convênio de Taubaté, quando se juntavam esforços para a defesa do preço internacional do café. Em seu governo a Estrada de Ferro Sorocabana foi adquirida da União e arrendada para um grupo norte-americano. Depois de seu mandato prosseguiu na carreira pública. Foi Secretário de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no governo de Bernardino de Campos.Atuou no Senado Estadual, entre 1892 e 1924, ocupando depois o cargo de ministro e presidente do Tribunal de Contas do Estado. Em 1928, faleceu em São Paulo.


AMÉRICO BRAZILIENSE DE ALMEIDA MELLO (1833-1896)

TERCEIRO GOVERNADOR E PRIMEIRO PRESIDENTE

Período de governo: 03/1891 - 12/1891.

Nasceu na capital paulista no ano de 1833. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco na turma de 1855. Antes de exercer o cargo de governador do Estado já havia ocupado cargos públicos em diversas regiões do país. Foi presidente das províncias da Paraíba e do Rio de Janeiro (1868). Já em São Paulo, foi vereador (1881/1882) e deputado provincial (entre 1868 e 1889). Nomeado terceiro governador, exerceu o cargo de 07/03 a 11/06/1891. Continuou no poder como primeiro presidente do Estado, em decorrência da Constituição de 1891, que estabeleceu o título de Presidente para o chefe do Executivo. Presidiu o Estado de 11 a 13/06 e de 16/06 a 15/12/1891. Foi substituído, nas datas intermediárias, por Cerqueira César. Enfrentou um período de grandes conturbações em São Paulo. Coube a Américo Braziliense promulgar a primeira Constituição do Estado. Abandonou o cargo antes de completar o mandato. Elaborou o primeiro projeto da Constituição federal de 1891. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no ano de 1896, quando ocupava o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.


JOSÉ ALVES DE CERQUEIRA CEZAR (1835-1911)

TERCEIRO GOV. (VICE) - PRIMEIRO PRESIDENTE (VICE)

Período de governo: 12/1889 - 08/1892

Nasceu em Guarulhos-SP no ano de 1835. Como grande parte dos governadores de São Paulo formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, na turma de 1860, passando a atuar como promotor público na cidade de Itapetininga. Foi secretário e presidente do Partido Republicano Paulista-PRP e, em 1889, Inspetor do Tesouro do Estado. Eleito primeiro Vice-Presidente de São Paulo (1891-1892), substituiu Américo Braziliense em períodos de licenciamento e após o titular abandonar o cargo, sob pressão dos políticos contrários a Deodoro da Fonseca, quando este renunciou. Completou o mandato em 23/08/1892. Após restabelecer a ordem, Cerqueira Cezar teve de enfrentar epidemias de febre amarela em vários pontos do Estado, o que o levou a promover o saneamento de Santos e também da Capital, em apoio à obra da municipalidade, cujos investimentos eram insuficientes. Foi eleito senador da República mas, antes de assumir o cargo, renunciou. Faleceu na cidade de São Paulo em 1911.


BERNARDINO JOSÉ DE CAMPOS JÚNIOR (1841-1915)

SEGUNDO E SEXTO PRESIDENTE

Período de governo: 08/1892 – 04/1896; 07/1902 – 05/1904

Mineiro, nasceu na cidade de Pouso Alegre no ano de 1841. Formou-se em Direito em 1863, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Foi jornalista e lutou pelo abolicionismo. Fundador do Partido Republicano Paulista – PRP, foi deputado provincial (1888/1889), chefe de polícia (1889/1890), deputado constituinte e deputado federal (1891/1892), presidindo a Câmara dos Deputados. Em 1892 iniciou seu primeiro mandato enfrentando a revolução dos federalistas, enviando socorros para a cidade paranaense da Lapa, que se encontrava sitiada, e destacando forças para vários pontos do litoral. Entre o primeiro e o segundo governo de São Paulo foi Ministro da Fazenda (1896/1898) e Senador da República. No segundo mandato, iniciado em 1902, desenvolveu um novo plano de saneamento do porto de Santos, pois novamente ocorria um surto de febre amarela. Inaugurou o Museu do Ipiranga e melhorou o abastecimento de água na Capital. Prosseguiu sua carreira política como senador estadual entre 1903 e 1915. Apoiou a campanha civilista pró Rui Barbosa para as eleições à Presidência da República. Recebeu o título de General Honorário do Exército Brasileiro. Faleceu em São Paulo no ano de 1915. Alguns anos depois seu filho, Carlos de Campos, também chefiou o executivo paulista.


MANUEL FERRAZ DE CAMPOS SALLES (1841-1913)

TERCEIRO GOVERNADOR

Período de governo: 05/1896 – 10/1897

Paulista, nasceu em Campinas em 1841. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco na turma de 1863. Republicano histórico, subscreveu o Manifesto Republicano em 1870, sendo também um dos realizadores da Convenção de Itu (1873). Como deputado provincial teve três mandatos: 1868/1869; 1882/1883 e 1888/1889. Em 1885 foi deputado geral.No Governo Provisório da República, em 1889 foi Ministro da Justiça.Antes do seu primeiro mandato foi Senador da República, entre 1890 e 1896. Seu mandato transcorreu de 01.05.1896 a 31.10.1897, quando se afastou para candidatar-se à Presidente da República. Combateu novas epidemias de cólera e febre amarela no Estado. Em sua gestão começou a operar em São Paulo o grupo canadense Light and Power, explorando inclusive os bondes elétricos em substituição aos puxados por burros. Reestruturou a Força Pública, zelou pelo ensino. Como Presidente da República (1898/1902) saneou as finanças, consolidando todas as dívidas numa só, num acordo realizado em Londres. Depois disso, voltou a ocupar o cargo de Senador da República entre 1909 e 1913. Foi, ainda, embaixador na Argentina entre 1911 e 1912. Faleceu no Guarujá, litoral de São Paulo, em junho de 1913.


FERNANDO PRESTES DE ALBUQUERQUE (1855-1937)
QUARTO PRESIDENTE

Período de governo: 11/1898 - 05/1900

Nasceu em Itapetininga, interior de São Paulo. Proprietário rural, atuou como advogado provisionado. Como membro da direção do Partido Republicano Paulista – PRP, foi deputado estadual nas legislaturas de 1892/1895 e 1895/1897. Como deputado federal exerceu mandatos em 1897/1898, 1901/1902 e 1903/1905. Em seu primeiro mandato como deputado estadual foi obrigado a afastar-se do cargo (10.11.1898) para assumir a presidência do Estado no lugar de Campos Salles, então eleito Presidente da República em 1919, como vice, substituiu Albuquerque Lins em 1910, que se lançou como vice-presidente na chapa de Rui Barbosa à Presidência da República. Criou o Instituto Butantã, por sugestão do sanitarista Emílio Ribas. Fundou o Instituto Juqueri, que teve a direção de Franco da Rocha. Combateu surtos de febre amarela em Sorocaba e em Santos e, na capital, teve de enfrentar a peste bubônica. Depois de deixar a chefia do executivo paulista voltou para o senado estadual entre 1906 e 1908, 1913 e 1916 e novamente entre 1916 e 1922. Por várias vezes foi vice-presidente do Estado: 1908/1912, 1922/1924 e 1924,1927. Faleceu na cidade de São Paulo em 1937.


FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES (1848-1919)
QUINTO E NONO PRESIDENTE

Períodos de governo: 05/1900 - 02/1902; 05/1912 - 05/1916

Natural da cidade de Guaratinguetá, formou-se em Direito na turma de 1870 da Faculdade do Largo de São Francisco. Começou sua carreira pública como vereador em sua própria cidade natal, de 1866 a 1870. Nesse ano de 1870 tornou-se promotor público. Foi deputado provincial de 1872 a 1879. Ainda no Império, ocupou o cargo de Presidente da Província de São Paulo, de 1887 a 1888. Com a República, foi deputado constituinte e deputado federal (1891/1893). Por duas vezes ocupou o cargo de Ministro da Fazenda, 1891/1892 e 1894/1896. Seu primeiro mandato como presidente de São Paulo, (01.05.1900 a 13.02.1902) foi completado pelo seu vice, Domingos Correia de Morais, pois se candidatou à Presidência da República, elegendo-se e governando o Brasil de 1902 a 1906. Em seu segundo mandato, como nono presidente do Estado, destacou-se como grande urbanista e saneador das finanças públicas do Estado, experiência que aplicou na reurbanização da capital da República. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1919, não podendo assumir novamente a presidência da República.


MANOEL JOAQUIM DE ALBUQUERQUE LINS (1852-1926)
OITAVO PRESIDENTE

Período de governo: 05/1908 - 05/1912

Alagoano, de São Miguel dos Campos, formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, na turma de 1877. Nos últimos anos do Império foi deputado provincial (1888/1889) e, em 1889, presidente da Província do Rio Grande do Norte.Já em São Paulo, foi vereador da Câmara Municipal (1899-1901), presidindo-a nesse período. Torna-se senador do Estado em 1901, permanecendo no cargo até 1904. Depois de ocupar a Secretaria da Fazenda e do Tesouro do Estado (1904/1907) exerceu mandato como presidente do Estado durante o período de 1908 a 1912. Graças aos preços favoráveis do café no mercado internacional conseguiu despontar como um dos maiores presidentes do Estado, construindo edifícios, expandindo o sistema de armazenamento da rede escolar, criando o ensino técnico agrícola e a Diretoria Geral de Instrução Pública, em substituição à Inspetoria do Ensino. Deu continuidade à construção do Instituto Butantã, iniciou a do Hospital de Isolamento de Santos e deixou o estado com grande superávit financeiro. Depois disso, ainda foi senador estadual por três mandatos: 1913/1916, 1916/1922 e 1922/1926. Faleceu na cidade de São Paulo em 1926.


ALTINO ARANTES MARQUES (1876-1965)
DÉCIMO PRESIDENTE

Período de governo: 05/1916 - 05/1920

Natural da cidade de Batatais, interior de São Paulo, foi mais um entre tantos governadores de São Paulo a formar-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em 1895. Foi membro da direção do Partido Republicano Paulista – PRP e também seu presidente. Antes de chegar à presidência do Estado de São Paulo foi deputado federal por dois mandatos: 1906/1908 e 1909/1911, tendo sido também Secretário de Estado do Interior (1911/1915). Em 1916 inicia seu mandato como presidente do Estado. Em seu governo foi promovida a segunda valorização dos preços do café (a primeira foi em 1906, por força do Convênio de Taubaté). Com a geada de 1918, esse produto, com grandes excedentes no Porto de Santos, duplicou de preço, permitindo, a Altino Arantes, um governo cheio de realizações. Com a queda da produção foi possível colocar os excedentes no mercado internacional, permitindo ao governo, com o desafogo, retirar das mãos de um grupo norte-americano, o controle da Sorocabana. Entre 1921 e 1930 foi novamente deputado federal. Em 1946 foi deputado constituinte e, mais uma vez, deputado federal. Foi o primeiro presidente do Banco do Estado de São Paulo, tornou-se membro e presidente da Academia Paulista de Letras – ABL e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Faleceu na cidade de São Paulo em 1965.


WASHINGTON LUÍS PEREIRA DE SOUSA (1869-1957)
DÉCIMO-PRIMEIRO PRESIDENTE

Período de governo: 05/1920 - 05/1924

Fluminense, da cidade de Macaé, formou-se em Direito, em 1891, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Iniciou sua vida pública na cidade de Batatais, interior de São Paulo, como vereador e presidente da Câmara (1897/1898). Acabou se tornando intendente (prefeito) de Batatais, nos anos de 1898 e 1899. Sua carreira dirigiu-se, em seguida, para a assembléia estadual, sendo deputado entre 1904 e 1914. Durante o governo de Rodrigues Alves foi líder da Maioria, na Câmara estadual. De 1914 a 1919, durante a Primeira Guerra Mundial, foi prefeito do município de São Paulo. Só então se tornou presidente de São Paulo, no ano de 1920. Foi senador da República (1925/1926) e, em seguida, Presidente da República, destituído pela Revolução de 30, quase ao final do mandato (1926/1930). Foi o consolidador da Estrada de Ferro Sorocabana, tendo também eletrificado a Estrada de Ferro de Campos do Jordão. Construiu 1.326 quilômetros de estradas de rodagem. Seu lema era “Governar é abrir estradas”. Cuidou ainda da navegação fluvial e enfrentou a pressão dos produtores quando sobreveio nova queda nos preços internacionais do café. Faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1957.


CARLOS DE CAMPOS (1866-1927)
DÉCIMO-SEGUNDO PRESIDENTE

Período de governo: 05/1924 - 04/1927

Paulista de Campinas, filho de Bernardino de Campos, que também fora presidente do Estado. Formou-se em direito, no ano de 1887, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Era compositor e estudioso da música. Foi fundador e membro da Academia Paulista de Letras, sendo titular da cadeira nº 16. Sua carreira política teve início como membro do Conselho de Intendência Municipal de Amparo, em 1890. Pouco depois já começou a atuar como deputado estadual, de 1895 até 1915, sendo presidente da Assembléia entre 1907 e 1915. Em 1896 já havia ocupado o cargo de Secretário de Estado da Justiça. Entre 1915 e 1918 foi senador estadual. Passando a atuar na área federal foi deputado federal (1918/1923) e se tornou líder da maioria no governo do Presidente Epitácio Pessoa. Iniciou seu mandato como presidente do Estado de São Paulo no dia 01.05.1924. Em seu governo estadual, no dia 05.07.1924, eclodiu a Revolução dos Tenentes, obrigando-o a se refugiar em Guaiaúna, onde estavam concentradas as forças legalistas. Nessa administração foi criada a Guarda Civil, e a Força Pública passou a contar com uma esquadrilha de aeroplanos. Faleceu em São Paulo, antes de cumprir seu mandato, em 27.04.1927. O prazo restante foi cumprido pelo Presidente do Senado Estadual, Antônio Dino da Costa Bueno, como 13º Presidente.


JÚLIO PRESTES DE ALBUQUERQUE (1882-1946)
DÉCIMO-QUARTO PRESIDENTE

Período de governo: 07/1927 - 05/1930

Nasceu em Itapetininga, São Paulo. Com a turma de 1906, formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Foi deputado estadual, sem interrupção de mandato, de 1909 até 1924. Durante o governo de Washington Luis foi líder da maioria na Câmara Estadual (Assembléia Legislativa). Passando a atuar na área federal, foi deputado federal de 1924 a 1927. Nesse ano foi eleito para assumir a presidência do estado. Construiu a linha Mairinque-Santos, da Estrada de Ferro Sorocabana, e criou a Secretaria de Viação e Obras Públicas. Reorganizou o Instituto de Defesa Agrícola e Animal e realizou obras de aproveitamento da Represa de Santo Amaro para abastecimento de água da Capital. Promoveu a reforma judiciária do Estado.Afastouse do cargo para candidatar-se à Presidência da República. Foi eleito, mas a Revolução de 1930 impediu sua posse. Faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1946.


PEDRO MANUEL DE TOLEDO (1860-1935)
QUARTO INTERVENTOR

Período de governo: 03/1932 - 10/1932

Paulistano de nascimento, formou-se em Direito pela Faculdade de Recife – PE, no ano de 1884.Voltando para São Paulo, foi procurador fiscal da Tesouraria Provincial de São Paulo em 1885 e, em seguida, delegado e chefe de polícia interino de São Paulo (1889). Foi também comandante interino da Guarda Nacional, no ano de 1893. Passa então a atuar no poder legislativo, como Deputado Estadual entre 1895 e 1910. Nesse período foi fundador e membro da Academia Paulista de Letras, sendo titular da cadeira nº 39. Sua vida pública passa para a área federal, quando ocupa os ministérios da Agricultura (1910/1913) e da Viação e Obras Públicas (1912). Passa então a ocupar a função de embaixador do Brasil, na Itália (1914/1917) e na Argentina (1919/1926). Volta para o Brasil e, em 1932, é nomeado Interventor Federal.Tomou parte ativa no movimento constitucionalista de 1932, sendo Comandante Civil da Revolução Constitucionalista. Organizou um secretariado desvinculado do Governo Federal. Após o episódio de 23/05/1932, quando foram mortos os estudantes Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, cujas iniciais deram origem ao movimento MMDC, foi aclamado Governador Civil da Revolução de 1932. É então aclamado governador pelo povo.Após três meses de luta, São Paulo foi derrotado e Pedro de Toledo deposto, preso e exilado, só retornando ao Brasil em 1934.


ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA (1887-1945)
SÉTIMO INTERVENTOR E PRIMEIRO GOVERNADOR CIVIL
DO 1º PERÍODO CONSTITUCIONAL

Período de governo: 08/1933 - 12/1936

Natural de São Paulo, cursou engenharia civil na Escola Politécnica de São Paulo e se tornou empresário, atuando no ramo das usinas hidrelétricas, no interior do Estado. Foi diretor da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro. Em decorrência dessas atividades e de seu envolvimento com a modernização do país, foi fundador e presidente do Instituto de Organização Racional do Trabalho – IDORT, em 1931. Atuou como revolucionário do movimento de 1932 em São Paulo. No mesmo ano foi diretor do jornal O Estado de São Paulo. Entre 1933 e 1935 foi Interventor Federal. Seu nome está associado à criação de uma das maiores universidades do país, a Universidade de São Paulo - USP, criada por ele em 1934. Foi nomeado 7º Interventor de São Paulo no dia 17.08.1933, tornando-se, no dia 11.04.1935, o 1º Governador do período Constitucional, cargo do qual se afastou dia 29.12.1936 para concorrer à Presidência da República, acreditando que Getúlio Vargas não impediria a realização das eleições. Com o golpe de Estado de 1937 foi preso e acabou exilado do País, só retornando em 1945, pobre e doente. Nesse mesmo ano foi fundador e membro da União Democrática Nacional – UDN, falecendo em São Paulo meses depois.


JOSÉ JOAQUIM CARDOSO DE MELLO NETO (1883-1965)

TERCEIRO GOVERNADOR E NONO INTERVENTOR

Período de governo: 01/1937 - 04/1938

Natural de São Paulo, formou-se em direito em 1905, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Foi presidente da Sociedade Elétrica de Rio Claro entre 1910 e 1934. Na própria faculdade onde estudou foi professor durante trinta e três anos (1920/1953). Fundou o diretório estadual do Partido Democrático – PD. Em 1930 foi prefeito da cidade de São Paulo.Revolucionário de 1932, foi deputado constituinte (1933/1934), deputado federal (1935/1937). Eleito 3º Governador pela Assembléia Legislativa, no dia 30.12.1936, com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas, foi mantido como 9º Interventor de São Paulo. Exerceu o cargo até 27.04.1938. Enfrentou, em toda a sua gestão, forte oposição por parte do Partido Republicano Paulista - PRP,uma vez que pertencia ao PD (Partido Democrático). Pouco antes de deixar o governo, em março de 1938, assinou ato criando o Departamento Central de Estatística do Estado de São Paulo.Foi deputado federal de 1946 a 1951. Entre a política e a vida empresarial, foi fundador e presidente do Banco Mercantil de São Paulo e presidente da Tecelagem Pirassununga. Faleceu em São Paulo em 1965.


ADHEMAR PEREIRA DE BARROS (1901-1969)
DÉCIMO INTERVENTOR, QUARTO E OITAVO GOVERNADOR

Períodos de governo: 04/1938 - 06/1941; 03/1947 - 01/1951; 01/1963 - 06/1966

Nasceu na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. Formou-se em medicina, em 1923, pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro. Entre 1923 e 1926 fez cursos de especialização e de aperfeiçoamento na Alemanha (Universidade de Berlim), em hospitais na França, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos.Voltando ao Brasil, trabalhou no Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, sendo em seguida voluntário, como tenente-médico, na Revolução Constitucionalista de 1932, já em São Paulo.Também foi voluntário, como médico, na Guerra do Chaco, entre Paraguai e Bolívia (1932/1933).Novamente no Brasil foi constituinte em 1935 e deputado estadual, entre 1935 e 1937. Depois de seu mandato como interventor federal (1938/1941), fundou o Partido Social Progressista – PSP, sendo seu presidente de 1945 a 1965. Quando foi interventor federal iniciou a eletrificação da Sorocabana, as Rodovias Anchieta e Anhanguera, o Hospital das Clínicas, o Estádio do Pacaembu (junto com o Prefeito nomeado Prestes Maia) e a retificação do rio Tietê. Eleito Governador em 1947, concluiu o Hospital das Clínicas e realizou uma série de outras obras. Foi Prefeito da Capital de 1957 a 1961. Em 1962 foi novamente eleito governador, sendo, em 1966, deposto pelos militares da Revolução de 1964. Na última gestão iniciou a Rodovia do Oeste, atual Castelo Branco. Faleceu em Paris no ano de 1969.


LUCAS NOGUEIRA GARCEZ (1913-1982)
QUINTO GOVERNADOR

Período de governo: 01/1951 - 01/1955

Paulistano, formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica de São Paulo na turma de 1936, onde foi também professor.Sua vida profissional ganha destaque quando assume a superintendência da construção da hidrelétrica de Avanhandava (1940) e da Fábrica Nacional de Motores (1943). Em 1946 obtém o título de doutor em Ciências Físicas e Matemáticas pela Escola Politécnica. Prossegue a carreira atuando na área de saúde pública. Em 1949 ocupa o cargo de Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas, base para a sua eleição como governador do Estado. Em seu mandato criou o Departamento de Águas e Esgotos, a USELPA (Usinas Hidrelétricas do Paranapanema), o Conselho Estadual de Higiene e Segurança do Trabalho, o Departamento de Assistência Médico-Hospitalar ao Servidor Público Estadual e o Fundo de Amparo ao Menor. Prosseguiram as obras das hidrelétricas de Salto Grande, Limoeiro, Euclides da Cunha e Barra Bonita, os aeroportos de Congonhas e Viracopos e a realização das últimas obras da Via Anchieta. Depois de seu governo deu continuidade ao seu trabalho na universidade e em institutos de pesquisa. Em 1970 foi presidente da Aliança Renovadora Nacional – ARENA. Foi também diretor das Centrais Elétricas de São Paulo – CESP (1966/1975) e presidente da Eletropaulo (1979/1982). Faleceu em São Paulo no ano de 1982.


JÂNIO DA SILVA QUADROS (1917-1992)
SEXTO GOVERNADOR

Período de governo: 01/1955 - 01/1959

Mato-grossense, nascido em Campo Grande, formou-se em direito no ano de 1939, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Durante vários anos foi professor dos colégios Dante Alighieri e Vera Cruz. Elege-se então vereador para a Câmara Municipal de São Paulo (1948/1951) e deputado estadual em 1951. Faz-se líder do Partido Democrata Cristão – PDC. Em 1953 elege-se prefeito de São Paulo e governador em 1954. Como Governador, preocupou-se com o abastecimento de água e com o setor energético. Construiu a Estação de Tratamento de Vila Leopoldina. Pavimentou 1.775 quilômetros de estradas. Elegeu-se deputado federal, pelo Paraná, em 1958. Em 1961 alcançou a Presidência da República, mas renunciou no dia 25.08.1961, após sete meses de mandato. Foi substituído pelo vice-presidente João Belchior Marques Goulart. Disputou, ainda, por duas vezes, o Governo do Estado, sendo derrotado. Em 1985 foi eleito, novamente, Prefeito de São Paulo. Faleceu em São Paulo em 1992.


CARLOS ALBERTO ALVES DE CARVALHO PINTO (1910-1987)
SÉTIMO GOVERNADOR

Período de governo: 01/1959 - 01/1963

Paulistano. Em 1931 formou-se em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, tornando-se professor de Ciências das Finanças na Faculdade Paulista de Direito e advogado da prefeitura de São Paulo. Entre 1938 e 1945 foi assessor jurídico dos prefeitos Prestes Maia e Abraão Ribeiro. Nesse mesmo período foi professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, lecionando também Ciência das Finanças. Em 1953 ocupou o cargo de Secretário das Finanças do município de São Paulo. Entre 1955 e 1958 foi Secretário de Estado da Fazenda. Sua carreira pública em São Paulo culminou com sua eleição para o governo do Estado. Seu governo, que decorreu de 1959 a 1963, orientou-se pelas diretrizes delineadas no seu PAGE (Plano de Ação do Governo do Estado). Foi o primeiro governador a estabelecer um planejamento orçamentário dos vários setores da administração pública. Iniciou a construção da Usina Hidrelétrica de Urubupungá, projetou as Usinas de Promissão, Paraitinga-Paraibuna e Capivari, além de realizar obras nas usinas de Limoeiro, Euclides da Cunha, Barra Bonita, Jurumirim, Bariri, Graminha e Xavantes. Criou a Universidade de Campinas. No governo federal ocupou o cargo de Ministro da Fazenda, em 1963. Foi senador da República, cumprindo mandato de 1967 a 1975. Faleceu em São Paulo em 1987.


LAUDO NATEL (1920)
NONO E DÉCIMO-PRIMEIRO GOVERNADOR

Períodos de governo: 06/1966 - 03/1967; 03/1971 - 03/1975

Nascido em São Manuel, interior de São Paulo, formou-se em economia e administração de empresas. Durante 25 anos foi diretor do Banco BRADESCO. Nessa mesma área de atuação foi diretor da Associação Comercial de São Paulo, diretor do Sindicato dos Bancos de São Paulo e presidente da Comissão Bancária do Conselho Monetário Nacional. Entre 1952 e 1970 foi tesoureiro e, depois, presidente do São Paulo Futebol Clube. Foi eleito vice-governador em 1962. Com a destituição de Adhemar de Barros, em 1966, exerceu o resto do mandato, unificando as 11 usinas hidrelétricas de São Paulo, que deram origem à CESP (Companhia Energética de São Paulo). Eleito indiretamente como governador, exerceu mandato de 1971 a 1975. Nesse período de governo deu ênfase ao desenvolvimento do Interior com o PROINDE (Plano Rodoviário de Interiorização do Desenvolvimento). Prosseguiu a pista ascendente da Rodovia Imigrantes, criou a SABESP e a CETESB e elaborou plano para desenvolvimento do Vale do Ribeira.


ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ (1918-1999)
DÉCIMO GOVERNADOR

Período de governo: 03/1967 - 03/1971

Paulistano, formou-se em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco na turma de 1942. Em 1945 foi um dos fundadores da União Democrática Nacional – UDN, tornando-se membro da sua Comissão Executiva Nacional e secretário geral da Executiva Estadual. No âmbito do poder legislativo iniciou sua atuação como deputado estadual, exercendo mandatos sucessivos entre 1951 e 1963. Em 1966 foi um dos fundadores da Aliança Renovadora Nacional – ARENA, quando se instalou o bipartidarismo no Brasil, logo no início da ditadura militar. Foi o primeiro governador a ser eleito indiretamente, para o período de 1967 a 1970. Deu continuidade ao plano energético do Estado, implantando o “linhão” de Urubupungá em direção a São Paulo. A Rodovia do Oeste, cujo nome foi mudado para Castelo Branco, teve o primeiro trecho inaugurado em seu governo. Nesse período foram também unificadas a Força Pública com a Guarda Civil, criando a Polícia Militar. E, no setor rodoviário, iniciou a abertura da Rodovia dos Imigrantes, como alternativa à Via Anchieta.Em 1979 fundou o Partido Democrático Social – PDS. Foi presidente da Eletropaulo (1982) e Ministro das Relações Exteriores (1986/1990), durante o governo do Presidente José Sarney. Faleceu em 1999, em São Paulo.


PAULO EGYDIO MARTINS (1928)
DÉCIMO-SEGUNDO GOVERNADOR

Período de governo: 03/1975 - 03/1979

Nascido na Capital do Estado, formou-se pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1951. Foi superintendente do Departamento de Engenharia e, depois, gerente geral da Byington & Companhia. Iniciou sua carreira pública na esfera federal, quando ocupou o Ministério da Indústria e do Comércio em 1966-1967. Eleito indiretamente governador do Estado de São Paulo, exerceu o cargo de 15.03.1975 a 15.03.1979. Enfrentou, logo no início de sua gestão, as epidemias de meningite meningocócica e de encefalite, a primeira, na região metropolitana da Grande São Paulo e a segunda, no Litoral Sul, vencendo-as com sucesso. Concluiu a pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes, realizou o maior plano de saneamento básico do País ao elevar de 40% para 92% as áreas metropolitanas dotadas de água e esgotos, criou a UNESP e construiu a Rodovia dos Bandeirantes. Construiu, no conjunto do Hospital das Clínicas da USP o prédio dos Ambulatórios, o Instituto do Coração e o Instituto da Criança, bem como 67 laboratórios de pesquisa. Construiu o Hospital Universitário do Butantã e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.


PAULO SALIM MALUF (1931)
DÉCIMO-TERCEIRO GOVERNADOR

Período de governo: 03/1979 - 05/1982

Nasceu na capital do Estado e formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, no ano de 1954. Até 1969 atuou na área privada, ocupando funções como: vice-presidente da Serraria Americana Salim Maluf S.A., diretor-superintendente da Loma S.A. Agricultura, Administração e Comércio, diretor-superintendente da Eucatex S.A.. Entre 1967 e 1969 foi presidente da Caixa Econômica Federal de São Paulo. Foi Prefeito nomeado da cidade de São Paulo de 1969 a 1971. Neste ano passou a ocupar o cargo de Secretário de Estado dos Transportes, exercendo-o até 1975. Eleito indiretamente Governador do Estado, exerceu o mandato de 15.03.1979 a 15.05.1982. Nesse governo, levou o Metrô da Praça da Sé ao Tatuapé e à Estação República, construiu 55 quilômetros da Rodovia dos Trabalhadores, deu continuidade às obras do SANEGRAN, para tratamento dos esgotos. Em 1982, desincompatibilizou-se do cargo para candidatar-se a Deputado Federal, sendo eleito com mais de 600 mil votos. Seu mandato estendeu-se de 1983 a 1987. Foi eleito prefeito da Capital, exercendo o mandato de 1993 a 1996.


JOSÉ MARIA MARIN (1932)
DÉCIMO-QUARTO GOVERNADOR

Período de governo: 05/1982 - 03/1983

Nascido na capital formou-se em direito na Universidade de São Paulo em 1955, onde também obteve o título de doutor. Iniciou sua vida pública já no ano de 1964, como vereador à Câmara Municipal de São Paulo, da qual foi presidente, em 1969, e líder do Prefeito, no ano seguinte. Deputado Estadual de 1971 a 1975 e de 1975 a 1979, tendo presidido várias comissões da Assembléia Legislativa do Estado. Em 1979 elegeu-se indiretamente como vice-governador, na chapa de Paulo Salim Maluf. Com a desincompatibilização de Maluf, governou durante 10 meses. Não teve tempo para planejar nenhuma obra de vulto, mas coube-lhe inaugurar a primeira etapa de operações da Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava, projetada no governo de Paulo Egydio Martins e iniciada no Governo Paulo Maluf. Presidiu o diretório do Partido Social Cristão – PSC, de São Paulo.


ANDRÉ FRANCO MONTORO (1916–1999)
DÉCIMO-QUINTO GOVERNADOR

Período de governo: 03/1983 - 03/1987

Paulistano, formou-se em Direito, pela USP, e em Filosofia e Pedagogia, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Bento, no mesmo ano de 1938. Quando eleito governador, já havia percorrido longa carreira política como vereador, deputado estadual e, entre 1959-1971, três vezes deputado federal. No governo parlamentarista de Tancredo Neves ocupou o Ministério do Trabalho e da Previdência Social (1961/1962). Foi também senador da República, entre 1971 e 1983. Governou São Paulo de 15.03.1983 a 15.03.1987. Descentralizou a Administração do Estado em 42 Regiões de Governo. Na área da educação,municipalizou a merenda e as construções escolares, além de implantar o Ciclo Básico no 1º Grau. Construiu 4 mil quilômetros de estradas vicinais, redes de água e esgoto, expandiu a linha Leste-Oeste do Metrô e reequipou as Polícias Civil e Militar. Foi uma das principais lideranças da luta pela redemocratização do país e da campanha pelas eleições diretas para Presidente da República. Fundador e presidente do PSDB, em 1988.Voltou a atuar como deputado federal, entre 1995 e 1999, ano em que faleceu.


ORESTES QUÉRCIA (1938)
DÉCIMO-SEXTO GOVERNADOR

Período de governo: 03/1987 - 03/1991

Natural de Pedregulho-SP, mudou-se, ainda na juventude, para Campinas. Jornalista, é também advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica dessa cidade (1962), onde iniciou a carreira política como vereador (1963). Já filiado ao MDB, foi deputado estadual (1967) e prefeito (1969). Em 1974, elegeu-se senador da República. Foi um dos fundadores do PMDB, presidindo-o entre 1991 e 1993. Em seu mandato como governador, criou a Secretaria do Menor, como iniciativa de cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. Realizou investimentos na duplicação de importantes rodovias e na reforma de estradas vicinais. Construiu o Memorial da América Latina. Como defensor do municipalismo, desenvolveu ações de fortalecimento do interior, como a regionalização da produção. É presidente regional do PMDB de São Paulo (2001-2003) e empresário, atuando no ramo imobiliário e das comunicações.


LUIZ ANTÔNIO FLEURY FILHO (1949)
DÉCIMO-SÉTIMO GOVERNADOR

Período de governo: 03/1991 - 01/1995

Natural de São José do Rio Preto-SP, foi aluno da Academia de Polícia Militar de São Paulo. Formou-se em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, em 1972, passando a atuar como professor e promotor público, já em 1973. Exerceu atividades no Ministério Público até 1987, chegando a ser presidente da sua Confederação Nacional, por três mandatos sucessivos. Nesse ano, passou a ocupar o cargo de Secretário de Segurança Pública do governo Orestes Quércia, criando grupos especiais de ação na Polícia Militar. Em 1990, ainda sob a legenda do PMDB, foi eleito governador. Em sua gestão, deu continuidade a obras públicas do governo anterior, destacando-se a Hidrovia Tietê-Paraná, que viabilizou a navegação até o sul de Goiás, a partir do sistema de eclusas da Hidrelétrica Nova Avanhandava e do canal de Pereira Barreto. Construiu o complexo de aproveitamento múltiplo Mogi Guaçu e deu prosseguimento ao complexo de Canoas. Em 1999, iniciou mandato como deputado federal e tornou-se secretário-geral do Diretório Nacional do PTB.


MARIO COVAS JÚNIOR (1930-2001)
DÉCIMO-OITAVO E DÉCIMO-NONO GOVERNADOR

Períodos de governo: 01/1995 - 01/1999; 01/1999 - 03/2001

Natural de Santos, químico industrial, engenheiro civil, pela Escola Politécnica da USP, iniciou a vida pública em 1961, como candidato a prefeito de sua cidade. Deputado Federal em 1962 e em 1966, foi cassado pelo regime militar (1969). Recuperando os direitos políticos em 1979, foi eleito Deputado Federal em 1982, pelo PMDB. Prefeito da capital (1983-1985), elegeu-se senador da República (1986-1994) com a maior votação até então registrada. Fundador do PSDB, foi eleito governador, em 1994, e reeleito em 1998. Saneou as finanças públicas, dando importante contribuição à estabilidade monetária do país. Realizou um bem sucedido programa de desestatização. Iniciou o Rodoanel. Retomou e concluiu obras de hospitais, estradas, usinas hidrelétricas que estavam paralisadas há muitos anos. Informatizou a administração. Implantou os Poupatempos e o acesso a serviços públicos, via internet. Fortaleceu políticas sociais com a construção de mais de 130 mil casas populares, a distribuição gratuita de medicamentos, o assentamento de mais de 4 mil famílias de trabalhadores rurais.Ampliou o sistema de transportes, inclusive o de metrô. Reformou a Pinacoteca, construiu a Sala São Paulo, reestruturou a Orquestra Sinfônica do Estado. Fez do saneamento básico e da educação marcas do seu governo. Faleceu em março de 2001, antes de completar seu segundo mandato, sendo sucedido por Geraldo Alckmin.

 


GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO (1952)
VIGÉSIMO GOVERNADOR

Período de governo: 03/2001 – 12/2002; 01/2003 - 12/2006

Natural de Pindamonhangaba, interior de São Paulo, formou-se em medicina em 1977 pela Faculdade de Taubaté, especializando-se em anestesiologia pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. Foi professor de fisiologia e de enfermagem neuropsiquiátrica em Lorena. Iniciou sua vida política elegendo-se vereador (1973-1977) e prefeito municipal (1977-1982) em sua cidade natal. Foi deputado estadual (1983-1987) e deputado federal por dois mandatos, de 1987 a 1994. Em 1988, foi um dos fundadores do PSDB. Como vice-governador do Estado de São Paulo, fez parte dos dois governos de Mário Covas (1994 a 2001), presidindo o Programa Estadual de Desestatização-PED, em 1996. Com a morte do Governador Mario Covas em março de 2001, assumiu o governo de São Paulo por vinte e dois meses, dando prosseguimento ao programa do governo Covas, voltado para os grandes projetos de investimento no Estado. Foi eleito governador, sob a legenda do PSDB, em outubro de 2002.